Por Mariana de O. Monzani
Quando surgiram na década de 1950, revolucionaram o comércio por serem práticas e baratas. Menos de meio século bastou para que as sacolinhas de plástico passassem de símbolos de modernidade para vilãs do meio ambiente. O motivo? O plástico polui, pois é incapaz de se decompor em curto prazo - demoram, no mínimo, 300 anos para completar a decomposição.No mundo todo, a cada ano, são produzidas mais de 500 bilhões de unidades. No país, a cada mês, um bilhão de sacolas são distribuídas em todos os supermercados – 66 sacolas para cada brasileiro, em média.
Em junho de 2009, foi lançada uma campanha nacional, pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, com o apoio da rede de supermercados Wal-Mart, tendo o objetivo de esclarecer a população e incentivar a substituição de sacolas plásticas, utilizando alternativas para carregar compras e armazenar o lixo.
Iniciativas de conscientização de funcionários para otimizar o uso das embalagens, venda de sacolas retornáveis e incentivo à coleta seletiva têm sido adotadas em São Paulo com maior frequência a fim de tentar reduzir o consumo do plástico. Outra prática comum, ultimamente, é a cobrança de uma taxa para utilização das sacolinhas, nos caixas dos supermercados. Uma rede de atacadistas, por exemplo, cobra R$0,20 por sacola - medida essa, também adotada por outros estados, que até dão descontos aos consumidores, se não utilizarem sacolinhas de plástico.
Para Francineide de Souza, vendedora autônoma, 42 anos, “conscientização” é o lema para 2010. Ela acredita que a alternativa de redução e pagamento pelas sacolinhas não é sólida, mas ameniza o problema. “Utilizo sacolas de tecido há um tempo já para fazer feira e também ir ao supermercado. É bom para mim, porque esse tipo de material das sacolas dura mais e cabem mais coisas nela, e é bom para o meio ambiente”, explica Francineide.
Situação parecida encontrada em mercados menores, de bairro, como por exemplo, um pequeno mercado localizado na Mooca, Mercado Visconde de Laguna, que também cobra pelas sacolinhas no caixa, e possui até placas dentro do estabelecimento, alertando os consumidores sobre os danos que o plástico causa ao meio ambiente. “Os moradores mais antigos do bairro sempre tiveram costume de andar com sacolas grandes de tecido, é um velho hábito. Mas os mais jovens, dificilmente. Aqui estamos tentando mudar isso”, explica Rodrigo Gomes, caixa do mercado.



